quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Que a felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos. Que as pessoas saibam falar, calar, e acima de tudo ouvir. Que tenham amor ou então sintam falta de não tê-lo. Que tenham ideais e medo de perdê-lo. Que amem ao próximo e respeitem sua dor. Para que tenhamos certeza de que: Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.
Carlos Drummond de Andrade.


E eu já conheci mais umas quarenta pessoas, cruzei com vários olhares e retribui vários sorrisos, mas ninguém jamais vai ter o mesmo efeito seu sobre mim.

Ah!



Porque ter você já me faz um bem danado, e é por essas e outras que eu quero te levar pra mim. Te levar na memória, nas mãos, nos pés, no corpo, na alma, no coração. Querer você com o coração, só pra te alimentar de amor.

Não faz sentido olhar para trás e pensar: devia ter feito isso ou aquilo, devia ter estado lá. Isso não importa. Vamos inventar o amanhã, e parar de nos preocupar com o passado.
Steve Jobs. 

Por que EU não tenho namorado...


Perguntaram para mim: “por que eu não tenho namorado? Algo em mim repele os homens? Sou uma mulher embargada? Há uma placa de ‘proibido estacionar’ em minhas costas? Me diga!”. Olha, eu não sei porque não tem namorado. Honestamente.
Poxa, come batata frita, torta de limão, churrasco e trufa de leite condensado. Ok, a alcunha de magricela, cabo de vassoura ou Olívia Palito nunca lhe serviram, talvez. Urros sobre sua suposta suculência não tem advindo de prédios em construção, quiça. Quem sabe não fica bem de “tomara-que-caia”, tropica no salto agulha, não combina numa minissaia. Mas desbanca a miss Venezuela num vestido primaveril, pisando numa rasteirinha prateada, com o cabelo preso naquele lápis cor-de-rosa, soprando a franja pra cima no calor. Não vai me acreditar, mas tu é bonita.
Tu passa longe de uma Fernada Young, uma Lia Luft, uma Sandra Werneck. Mas tu é inteligente à sua maneira. Assiste novela, mas não comenta a vida dos personagens. Gosta da Clarisse, da Cecília, da Martha. Curte o Tom, a Adriana, o Nando, a Zizi, o Cazuza. Trabalha, suspira, trabalha, checa as unhas, trabalha, sonha, trabalha, belisca uma água-e-sal, trabalha e um colega te olha. E te acha bonita idem. E também se intriga com sua solteirice. Tem princípios iguais os da mãe. Mas se acha careta, às vezes. Não cede, mesmo só. Adora sexo, embora não faça com a mesma frequência do desejo. Se faz não vibra na mesma frequência que o parceiro. Sente raiva por ser secretamente boba, romântica e démodé  Se derrete mais rápido que o sorvete napolitana na xícara de sopão quando a mocinha diz “você me fez acordar com um sorrisão no meu rosto”. Chora na frente de ninguém, ai de ti se mais alguém souber. E você não vê a hora de um príncipe encantado por te libertar esse riso largo atrofiado, mas sabidamente bonito. Tem umas esquisitices. Dorme de edredom e ventilador, coleciona esmaltes, cerra as pernas quando sentada e fica coçando o joelho com uma das mãos enquanto a outra segura a cabeça pelo queixo, ensaia dança do ventre pro espelho do banheiro, faz duas vezes antes de pensar, tem uns “nhe-nhe-nhê” de mulherzinha, mas qual não tem? É até bem charmoso. Nada tão relevante quanto sua forma meiga e carinhosa de perguntar “tu tá bem?”. Nada mais importante que teu ímpeto de cuidar dos outros. Nada que mude minha convicção de que tu é bonita. O que te falta? Falta tu mesma se convencer do que te falo com certeza. Tu merece alguém que abra os olhos diariamente e pense: “cara, eu tô com ela, eu sou o namorado dela!”. Que goste da tua boca, do teu ombro, do teu cabelo bagunçado, do teu calcanhar, da tua cintura, das tuas mãos, do cheiro da tua pele. E isso vai acontecer naturalmente ao se dar conta de que tu é bonita, no âmago e na lata. Eu acho, teu ginecologista também, o colega de trabalho assina embaixo. Um dia serás o amor da vida de alguém, do jeito que tu é. Falta tu. Acorde hoje e repita: “eu sou bonita”. 

Quem sabe qualquer hora nós nos reencontramos e tomamos um café e que não nos falte palavras pra dizer. Que seu olhar esteja feliz e que você me conte todos os motivos de sua felicidade. Eu iria querer saber de tudo da sua vida. Contaria que te escrevi muito e nunca mostrei, contaria que ouvi suas músicas prediletas, só para te levar um pouquinho comigo. Contaria também, que estava feliz e que suportei todas essas dores do mundo, mostraria que estou feliz ao te ver. Te abraçaria até perder o ar. Pegaria seu endereço para nunca visitar. E o mais importante é que nesse reencontro nós estaríamos felizes com nossas escolhas e saberíamos, aquilo que a gente no fundo sabe: quem ama uma vez de verdade, nunca deixa de amar. Espero que fique sabendo: ei, te quero bem, fica bem..

Há pesar de você.

Apesar de você, meus dias estão mais ensolarados, as rosas do quintal estão florescendo e as noites estão mais leves e a vida, menos densa. Apesar de você, tenho visto meus amigos, tenho encontrado novas pessoas, tenho ido a lugares distintos, tenho lido livros literários e até românticos; tenho gargalhado com histórias deliciosamente comuns, banais, reais, que comprazem com a mesma situação na qual estou: sozinha. Apesar de você, eu tenho sorrido mais e até ando na ponta do pé, como quem esquece as dores e vai viver. Apesar de você, meus olhos ainda brilham, eu tenho vontade de correr nua pelas ruas, eu tenho vontade de viajar à Rússia e ficar lá, nevando. Porque eu nevo. Apesar de você, eu tenho desejo de namorar de novo, de dar as mãos, de passear como nos filmes. Eu voltei a ser romântica!!! Apesar de você… Apesar de você eu tenho estado estável, com as mãos leves, com uma tremenda vontade de escrever e escrever e escrever; vontade de adormecer vendo a lua morrer lentamente no céu; desejando que as estrelas falem comigo e me indiquem o caminho. Apesar de você, eu tenho um caminho a seguir: o caminho da liberdade, o caminho da força, o caminho de quem tem o nada mas tem o tudo também. Apesar de você, eu tenho escutado músicas tristes sem chorar e tenho me consolado comendo chocolate, revivendo minha vida que perdeu-se quando a doei para você. Apesar de você, eu ainda penso na gente com um senso comum ordinário: eu te quero tanto! Apesar de você, eu tenho estado bem, afinal, estar e ser é um abismo daqueles que, de tão grande, não são vistos. Apesar de você, o pesar ainda é grande.

Leve reflexão...

E de repente me bateu uma enorme vontade de criar um blog autoral, explicitar todos os meus rabiscos...Respirei fundo e, desisti. Desisti porque ainda não estou preparada pra isso, guardo tudo em mim, as minhas angústias, meus amores, meus desafetos, a minha vida e até os meus segredos/desejos mais indecentes. Quem sabe em uma próxima? rs

Elaine C.