quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Há pesar de você.

Apesar de você, meus dias estão mais ensolarados, as rosas do quintal estão florescendo e as noites estão mais leves e a vida, menos densa. Apesar de você, tenho visto meus amigos, tenho encontrado novas pessoas, tenho ido a lugares distintos, tenho lido livros literários e até românticos; tenho gargalhado com histórias deliciosamente comuns, banais, reais, que comprazem com a mesma situação na qual estou: sozinha. Apesar de você, eu tenho sorrido mais e até ando na ponta do pé, como quem esquece as dores e vai viver. Apesar de você, meus olhos ainda brilham, eu tenho vontade de correr nua pelas ruas, eu tenho vontade de viajar à Rússia e ficar lá, nevando. Porque eu nevo. Apesar de você, eu tenho desejo de namorar de novo, de dar as mãos, de passear como nos filmes. Eu voltei a ser romântica!!! Apesar de você… Apesar de você eu tenho estado estável, com as mãos leves, com uma tremenda vontade de escrever e escrever e escrever; vontade de adormecer vendo a lua morrer lentamente no céu; desejando que as estrelas falem comigo e me indiquem o caminho. Apesar de você, eu tenho um caminho a seguir: o caminho da liberdade, o caminho da força, o caminho de quem tem o nada mas tem o tudo também. Apesar de você, eu tenho escutado músicas tristes sem chorar e tenho me consolado comendo chocolate, revivendo minha vida que perdeu-se quando a doei para você. Apesar de você, eu ainda penso na gente com um senso comum ordinário: eu te quero tanto! Apesar de você, eu tenho estado bem, afinal, estar e ser é um abismo daqueles que, de tão grande, não são vistos. Apesar de você, o pesar ainda é grande.

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